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UFRPE transfere pesquisadores de imóvel com risco de desabar para prédio com infiltrações que danificam equipamentos

Pesquisadores da UFRPE denunciam equipamentos danificados por infiltrações em laboratórios Professores e pesquisadores denunciam problemas de infraestrutura ...

UFRPE transfere pesquisadores de imóvel com risco de desabar para prédio com infiltrações que danificam equipamentos
UFRPE transfere pesquisadores de imóvel com risco de desabar para prédio com infiltrações que danificam equipamentos (Foto: Reprodução)

Pesquisadores da UFRPE denunciam equipamentos danificados por infiltrações em laboratórios Professores e pesquisadores denunciam problemas de infraestrutura nos prédios onde estão instalados laboratórios da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) no Recife. Eles foram transferidos de um imóvel interditado pela Defesa Civil por risco de desabamento para um edifício onde infiltrações têm danificado equipamentos de pesquisa (veja vídeo acima). Em março deste ano, o Departamento de Fitossanidade da UFRPE começou a ser transferido para um prédio novo, já que a Defesa Civil interditou a sede antiga, que corria risco de desabar. Os pesquisadores foram levados para o imóvel do Centro de Apoio à Pesquisa em Ciências Agrárias (Capeca), que é da Pró-reitoria de Pós-graduação da universidade e foi cedido para eles. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Esse edifício foi construído antes da pandemia da Covid-19, mas os alunos contaram que ele estava ocioso por cerca de um ano. Apenas em março de 2026, as turmas e os servidores começaram a se mudar para o prédio. No entanto, esse local para onde os pesquisadores foram transferidos tem apresentado infiltrações, entre outros problemas, como relatou Ingryd Andrade, estudante do Programa de Pós-graduação de Fitopatologia da UFRPE, em entrevista à TV Globo. "O espaço não é preparado para receber o tanto de laboratório que o nosso programa e o programa de Entomologia têm. Então, nós não temos copa, abrimos mão do espaço da copa para colocar a sala de esterilização. Também possuímos uma clínica de fitossanidade que atende a população, nós recebemos amostras dos produtores locais, e essa clínica está sem espaço, está dividida entre dois laboratórios", disse Ingryd. Laboratório da UFRPE com problemas estruturais e teto quebrado Reprodução/TV Globo Além dos prejuízos ao desenvolvimento das pesquisas, há riscos para a saúde dos trabalhadores. A estudante Geisa Soares contou que, mesmo antes de as chuvas começarem, já levou choque em um dos equipamentos instalados no prédio novo. "Eu sou uma das pessoas que já passou por diversos problemas nesse prédio novo. Inclusive, já tomei dois choques no fluxo laminar, que é um equipamento que nós trabalhamos. Anterior às chuvas, tomei esse choque. Agora depois das chuvas eu não tive que vir, porque eu atrasei a minha pesquisa. Tive medo de vir trabalhar de novo e ter um choque maior", contou Geisa. Os estudantes afirmaram que já entraram em contato com a reitoria da UFRPE pedindo melhorias no prédio. Os professores também, por meio de ofícios, mas ainda não receberam resposta definitiva sobre como a universidade vai solucionar os problemas denunciados. Equipamentos danificados Forro do teto do laboratório com infiltração na UFRPE Reprodução/TV Globo Após as fortes chuvas no Recife em abril, o prédio apresentou uma série de falhas estruturais. Entre os defeitos, estão infiltrações que danificaram vários equipamentos utilizados nos laboratórios: desde mouses a teclados, que já foram substituídos pela UFRPE, até equipamentos caros, como o termociclador, que custa cerca de R$ 22 mil. Para a pesquisadora Keyla Silva, os danos podem ser ainda maiores. "A gente tem um HD que consta um software de um multiscan. Esse multiscan é avaliado em torno de R$ 50 mil. Então a gente fica na apreensão para saber se a gente realmente perdeu o multiscan na falta do software", afirmou a doutoranda. Outros problemas de infraestrutura, como os banheiros femininos comprometidos, forçam as pesquisadoras a utilizarem os banheiros masculinos ou para pessoas com deficiência. Além disso, para evitar que novos equipamentos fossem atingidos pela água da infiltração, os próprios pesquisadores compraram lonas para cobrir as bancadas. Pesquisadores cobrem bancadas e equipamentos com lonas para contornar infiltração em laboratório da UFRPE Reprodução/TV Globo O que diz a UFRPE Tendo em vista a denúncia feita sobre o prédio do Capeca, a UFRPE informou, por meio de nota, que: o volume das chuvas que aconteceram no Recife na última semana foram maiores que a capacidade do sistema de drenagem do prédio em absorver e dissipar o volume de água; fortes ventos advindos do tempo chuvoso trouxeram consigo muita vegetação, principalmente eucalipto, que minou a capacidade do sistema de calhas do prédio, entupindo-o e causando queda de água dentro dele; a equipe de manutenção da universidade foi acionada e, "de forma rápida", realizou a limpeza das calhas, evitando o agravamento do problema; após a limpeza das calhas, mesmo com a chuva dos últimos dias, não houve vazamento no prédio. A instituição de ensino também informou que trabalha para recuperar os equipamentos danificados e devolver o prédio. Além disso, pontuou que todos os pesquisadores já foram remanejados para outros locais e que "não tem professor nem estudante no prédio antigo". VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias